Futuro

Não são poucas as vezes que ouvimos dizer “o futuro a Deus pertence”. Mas, e o hoje? O que dele estamos fazendo?

Nascemos, crescemos, aprendemos, estudamos, trabalhamos, cuidamos da nossa vida. Mas, bem ao nosso lado, a vida acontece, passa, se faz.

O papel dos pais é dar base para que o filho aprenda a lidar corretamente com as dificuldades e emoções de toda a vida. O adulto precisa entender o que acontece com ele para poder ajudar uma criança. Pais emocionalmente adoecidos vão criar filhos emocionalmente adoecidos também.

Importante se faz manter a coerência, o equilíbrio, a sensatez.

Uma dica de especialistas é a de que os pais que desejam ensinar seus filhos a lidar de forma saudável com sentimentos é fazer sua própria autoanálise, principalmente aqueles pais que pertencem a gerações em que externar emoções era reprimida. Crianças muitas vezes não identificam suas emoções e para isso seus pais devem nomeá-las para que eles denominem o que estão sentindo.

Como estão os lares dos brasileirinhos nessa situação tão turbulenta e indefinida da vida de nosso país? Qual a atmosfera psíquica de lares em que os pais foram despojados de seus empregos, devido à recessão?

“Muita calma nessa hora”, diriam alguns.

Como?

Segundo a psicóloga Paula Gomide, “o medo não acolhido e consolado pelos pais, pode se transformar em fobia, por exemplo, bem como a alegria não compartilhada, pode trazer apatia à criança”.

Não são raros os casos em que a criança manifesta agressividade quando não compreendida, não acolhida em suas manifestações.

Sabemos que educar uma criança não tem receitas nem fórmulas mágicas. Portanto, se faz necessário estar bem informado, conhecer as fases pelas quais elas passam e com elas perceber quais suas reais necessidades.

E envolvê-las com muito amor, disciplina e limites, pois quem sabe assim teremos um futuro muito melhor, mais coerente e digno do que estamos vivenciando na atualidade.

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Lílian Gomes
Atuo como psicóloga em Ponta Grossa desde 2011, mas minha dedicação às ciências humanas e sociais vem de longe. Fui professora durante 30 anos, dando aulas do Ensino Médio ao Mestrado.

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