O homem, ou seja, a humanidade se faz nas inter-relações, na troca. Iniciam na família, se prolongam na sociedade, se perpetuam no convívio. Algumas são perenes, outras ocasionais, mas ambas importantes para a formação do ser.
O homem é um ser de relações.
Seus relacionamentos guardam relação com a natureza, com outros homens e consigo mesmo. Na relação com a natureza, tiramos a nossa sobrevivência e com os outros, nas relações sociais, estabelecemos relações formativas de nosso carácter e da nossa personalidade.
Segundo Freud, nossa personalidade está dividida em três grupos de forças.
O Id: inconsciente, impulsos, princípio do prazer.
O Ego: consciente, “eu”, equilíbrio entre os impulsos do Id as ordens do superego. Funções básicas: percepção, memória, sentimentos e pensamentos.
O Superego: internalização da proibição, dos limites e da autoridade. Nesse sentido, se faz necessário perceber que toda a diferença entre as pessoas tem uma base comum em sua formação de personalidade, ou seja, devemos levar em conta os aspectos acima abordados, segundo o que Freud nos aponta e avaliar como cada um de nós se coloca e se mostra para o outro por meio do seu relacionar-se.
O termo sociedade vem do latim societas que quer dizer “associação amistosa com os outros”.
Isso nos propicia a oportunidade de perceber o quanto estamos organizados em grupos com outros indivíduos que fazem parte de um mesmo contexto. Nem sempre paramos para nos questionarmos o quanto é importante o relacionamento para a nossa vida e para a sociedade em que estamos inseridos.
Também nos deparamos com uma sociedade cada vez mais isolada pelo mundo virtual. Apesar de tanto avanço, não propicia a subjetividade, pois é fria e intermediada pela tecnologia.
O importante é o calor humano, o toque, a troca de olhares, de sermos ouvidos.
Muitas vezes, também, nem sempre compreendemos o que o outro quis realmente dizer.
“Na comunicação neuro-linguística, se avaliam os aspectos visuais, auditivos e cinestésicos”.
Por isso, importante olhar o outro, ouví-lo e compreendê-lo.
Reunir-se com familiares e amigos, resgatar amizades do tempo do colégio, da turma do futebol, do clube social, da vizinhança se faz necessário em nosso momento atual. Relembrar a infância, as brincadeiras, os bailes, as pequenas peripécias, as histórias familiares, são momentos saudáveis para a formação de sujeitos mais humanos e, porque não, mais felizes.
Não podemos perder, por falta de comunicação, as oportunidades do sentir, da troca do olhar, do calor humano. E fazer de nossa sociedade um espaço mais humanizado e justo.