A psicologia do tempo

Tempo, nossa riqueza, nossa vida, o determinante de tudo. Muitas vezes nos deparamos sem perceber, escravos do mesmo e não nos damos conta que o hoje é “aquilo que acontece enquanto estamos fazendo planos para o futuro”. (John Lennon)

Muitas vezes nos propomos a realizar tantas coisas e quando nos damos conta, não fizemos nem a metade. Importante perceber, o que fazemos dele, em que lugar e mãos o colocamos e como lidamos com as frustrações, quando não alcançamos o êxito pretendido.

Também desperdiçamos quando não observamos uma linda paisagem, à qual por ela passamos todos os dias. Não nos permitimos fazer aquela viagem que tanto sonhamos. Não convivemos com as pessoas que muitas vezes lembramos, mas em sequer lhes damos um alô.

Tempo também requer escolhas e, dessas, consequências virão.

Importante é não banalizarmos o nosso tempo, gerando climas tensos e desiquilibrados, onde o ambiente se desfaz e os sujeitos não encontram a liberdade de ser.

Tempo influencia nossas decisões. Temos também o tempo psicológico: “o tempo que você não vê”.

“Para realizar grandes feitos, duas coisas são necessárias: um plano e não muito tempo”. (Leonard Bernstein)

Na antiguidade, media-se em ampulhetas, nos relógios solares, passando pelos calendários, mapas e cronômetros. Hoje, na era digital, nem os relógios de pulso estão muito mais presentes.

O paradoxo do tempo: a inconsciência.

Zimbarbo escreve em seu livro: “O tempo possui a mais poderosa influência em nossos pensamentos, sentimentos e ações, entretanto nós geralmente estamos inconscientes do efeito do tempo em nossas vidas”.

Outro aspecto é o relativo ao presente e ao futuro. Muitas pessoas vivem mais no passado do que no presente. E fantasiam o futuro. Vamos viver da melhor forma o presente, o tempo está se fazendo, passa e não se recupera.

Quando achamos que não temos mais tempo, tudo que precisamos é de um instante para tomarmos as nossas melhores decisões.

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Lílian Gomes
Atuo como psicóloga em Ponta Grossa desde 2011, mas minha dedicação às ciências humanas e sociais vem de longe. Fui professora durante 30 anos, dando aulas do Ensino Médio ao Mestrado.

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