O acolhimento é um dos primeiros momentos da Psicoterapia. Etapa de uma escuta ativa, focada no motivo pelo qual buscamos espaço para compartilhar e expressar angústias, preocupações e situações que possam ser objeto de avaliação e análise.
Espaço seguro, sem julgamentos e/ou censuras em que o paciente expressa seus sentimentos e comportamentos que possam estar lhe angustiando, deprimindo ou até “travando” o seu equilíbrio.
Ajuda a compreender e a encontrar caminhos e alternativas para lidar com o que lhe aflige ou se transforma em sofrimento.
Momento importante para “manejar o nível de angústia, para se colocar sem medo de se expressar livre e confortavelmente para que juntos terapeuta e paciente encontrem alternativas para os enfrentamentos necessários”.
“Através do diálogo reflexivo com questionamentos pontuais, se viabiliza um espaço de confiança em que a pessoa poderá nomear com mais clareza e compreensão acerca de seus problemas, chegar a um nível maior de compreensão e de consciência sobre si e sobre a realidade”.
Acolhedor: “ACOLHER A DOR”.
Engloba empatia, interesse, ambiente de segurança e confiança. E a dor de cada um é a mais importante para quem a sente. Imprescindível considerar a integralidade de cada um e envolver tanto os aspectos individuais como os sociais, ambientais e econômicos do cenário em que nos encontramos.
Para acolher, importante se faz: “ser discreto, expressar atenção, escutar ativa e reflexivamente, demonstrar interesse, focar no que é concreto, evidente e não imaginário, ser positivo, evitar julgamentos e aceitar sem ansiedade o silêncio, pois esse também comunica muito”.
Acolher é oferecer ajuda. É encaminhar para a atenção profissional necessária a cada situação, seja física ou mental. É verdadeiramente se colocar no lugar do outro, sem juízos de valor, avaliando traumas, enfrentamentos, inseguranças, dificuldades em lidar com as emoções, identificando gatilhos, sabotagens emocionais que possam impedir o bem-estar.
“Cada ser humano é único e vivencia à sua maneira os desafios singulares da sua existência”.
Por isso, para nós Psicólogos, “tudo que é humano, não pode nos parecer estranho”.