Na Terapia Cognitivo Comportamental, temos como base as Crenças. Essas, muitas vezes determinantes e limitantes, influenciam diretamente o nosso dia a dia, nas tomadas de decisão e nos ciclos mentais repetitivos.
“Formadas desde a infância, estas “lentes” interpretativas podem ser positivas ou disfuncionais (negativas), influenciando diretamente a reatividade a situações”.
Quando pensamos: “os outros conseguem, eu não”; “eu sempre estrago tudo”; “sou incapaz”, “sou vulnerável”, “sou fraco”; “não sou amável”, “sou indesejável”; “serei rejeitado”, “sou mau”; “sou inútil”, “não mereço viver”.
Importante se faz, perceber e olhar essas afirmações “relativizando” no sentido de avaliar com mais clareza, revisando o contexto e se a nossa própria história comprova apenas derrotas.
Quando afirmamos “sempre”, significa “todas as vezes, sem exceção” e fechamos a possibilidade de perceber que conscientemente podemos fazer diferente e alcançar o que desejamos.
Observar as crenças limitantes é uma oportunidade de superá-las e não reforçá-las.
Quando pensamos “que os outros conseguem, eu não”, afirmamos que somos incapazes. E aí cabe questionar: o quê conseguem, quais as circunstâncias, estou vendo só o externo?
Comparar é perigoso, porque às vezes “comparamos resultados em diferentes contextos e visões de mundo”.
“Se alguém consegue, não prova automaticamente que há algo errado conosco”.
Avaliar concretamente, com base na realidade de cada um pode nos mostrar que também conseguiremos fazendo outros caminhos e escolhas.
“A Terapia Cognitiva Comportamental, consegue ter ferramentas suficientes para colaborar com a mudança do sistema de crenças distorcidas do paciente, para assim, permitir que o sujeito que sofre com a visão irreal de si, dos outros e do mundo consiga fazer uma restruturação cognitiva e essa percepção traz a possibilidade de realizar as mudanças necessárias a partir da realidade”.
Portanto, mais consciente, leve e adaptativa.