Diante dessa data, em que celebramos o trabalho e os trabalhadores, um questionamento persiste: e os desempregados? E junto deles, as milhares de pessoas que dos mesmos dependem. Como ficam as famílias que muitas vezes possuem uma única fonte de renda e a fábrica fechou, o comércio demitiu, sua empresa faliu, sua ocupação foi substituída por uma IA?
Como se encontra o estado emocional dessas pessoas? O desespero, a falta de perspectivas, a injustiça e a desesperança apontam para o nada.
Muitas adaptações necessitam ser feitas. Trocar os filhos de escola, adiar planos e sonhos, mudar perfis profissionais, procurar novas alternativas. Mas onde elas estão?
Psicologicamente, muitas são as alterações mentais: inseguranças, medos, busca por novas oportunidades, perceber potencialidades, pensar em algo novo.
O mercado está na busca de inovação e de profissionais que mesclem diferentes áreas do conhecimento. Cabe também ressaltar o papel das universidades e dos que ainda podem ter acesso a ela, modificando seus currículos, adaptando-os a essa nova realidade, ou seja oportunizando o acesso a outros conhecimentos nas mais diversas áreas.
Weiber (consultor de carreira da Esic Business & Marketing School) aponta à necessidade de um profissional híbrido, não só voltado para uma única área, mas também para a tecnologia, idiomas e competências diversas. Isso leva à formação de um profissional multifacetado.
Mas assim mesmo, em nossa realidade, de precarização do trabalho, tal possibilidade ainda soa utópica. A desesperança graça e com ela o sofrimento psíquico se instala.
Importante se faz reconhecer nossas potencialidades e fazer da crise um ponto de partida para novas investidas. A união familiar, a busca por novos horizontes e a esperança na própria capacidade não podem ser abandonadas.