Ano após ano comemoramos essa data. Famílias se reúnem, presentes são trocados, muita alegria e também uma certa nostalgia. São esses momentos que nos alimentam esperanças, que nos dão significado, pois a essência do Natal encontra-se na vida familiar, nos reencontros, na alegria, na diversão, no compartilhar de afetos através de gestos simbólicos, no prazer de estarmos perto dos que amamos.
Também, ausências são sentidas, lembranças dos que já não estão fisicamente conosco, mas que em nossa memória ainda nos fazem felizes.
Segundo André Viegas, em oficinadepsicologia.com, “quando nos deparamos com uma cadeira vazia, existe uma possibilidade de se construir um novo Natal” e o mesmo aponta algumas sugestões: “fazer reuniões familiares antes que cheguem estas datas, falar das pessoas que já não estão entre nós, compartilhar nossas emoções e propor atividades diferentes daquelas habituais dos dias 24 e 25 de Dezembro”.
Nesse sentido, coloco como sugestão uma viagem curta, um lugar aprazível junto à natureza, uma praia.
O Natal, grande festa do Cristianismo, é celebrado por séculos e séculos. É uma festa de beleza, que toca todas as pessoas fraternalmente, que fala do amor ao próximo, que fala da convivência em paz. Segundo Mario Sérgio Cortella, “é uma festa de amorosidade”.
Há alguns cristãos, entre eles os ortodoxos, que comemoram em 06 e 07 de Janeiro e não em 25 de Dezembro – data escolhida simbolicamente devido aos romanos terem uma festa que denominavam de Sol Invencível, o sol que nunca acaba. E dessa forma relacionaram com o nascimento de Jesus e com isso o nascimento da religião cristã.
O nascimento do Salvador, que veio purgar os pecados da humanidade. E nessa data temos o dia mais longo, em que sol há de brilhar por mais tempo. Portanto, significa maior esperança, troca de mensagens e presentes.
“É ter esperança de que poderemos ter melhores momentos do que já vivemos”, nos aponta Cortella. Trocar presentes vem do período romano, quando os mesmos tinham uma festa chamada de Saturnália. Muitas vezes relacionamos os presentes aos Reis Magos, mas os romanos já faziam isso na antiguidade.
E a estrela que guia, já existia, pois tudo era marcada pela astrologia. Quem cria a ideia da gruta, do presépio, foi Francisco de Assis, no século XII e XIII, para lembrar a ideia da simplicidade, que todos nascemos sem nada e nada levaremos. Quanto ao Papai Noel, vem associado com um Bispo da Turquia, chamado Nicolau, que distribuía presentes às pessoas que não tinham recursos, hábito construído nos últimos 2000 anos, nos afirma Cortella.
Nesse sentido, “a mensagem é aquela do Cristianismo de que lembra o nascimento de uma criança, que mesmo sendo pobre, trouxe na crença dos cristãos a maior riqueza: que é uma alma que não se perde”!
(Cortella, 2016)
Portanto, que todos os dias sejam Natal.