Equilibrando pratos

Quantos “pratos” temos para equilibrar ao longo da nossa vida. Dar conta das inúmeras convocatórias e das escolhas que fazemos, exige habilidade, persistência, tomada de consciência, aceitação, resiliência e renúncia.

Ufa! Até cansei e pensei que algum prato estava “caindo”.

Temos que controlar as mais diversas facetas da vida, como autocuidado, trabalho, vida familiar, relacionamentos. E muitas vezes a nossa autoexigência está tão alta, que deixamos alguns “pratos” caírem.

Equilibrar não é tarefa fácil, exige treino, foco e decisão referente às diferentes áreas e prioridades. Também aceitar que podemos fracassar, deixar cair e escolher o que é mais importante para o momento presente.

Identificar qual ou quais os pratinhos são mais importantes para o “aqui e o agora”, se concentrar nesses e dessa forma diminuir a chance de quebrá-los.

Concentrar e perceber os que são mais importantes para nós, nem sempre é tarefa fácil, pois “a hora chama, a família e os amigos nos convocam e o trabalho exige”.

Importante deixar alguns pratos quebrarem para que outros fiquem intactos.

Esses, prioritários e exigentes de atenção e cuidado.

Não precisamos equilibrar todos os pratos ao mesmo tempo. Podemos escolher os que queremos e necessitamos equilibrar agora. Será que a nossa saúde mental, nosso equilíbrio emocional podem ser “o prato principal”? E dessa forma teremos mais segurança para colocar mais pratos? Que peso eles têm?

Qual o mais importante: do trabalho, da família, da administração do tempo, do cultivo das amizades, do lazer, do exercício físico, do tempo de tela, do convívio, do isolamento, da saúde?

Creio que algumas ações podem nos ajudar a equilibrar os nossos pratos: estabelecer espaços e limites saudáveis; ter pausas e espaços genuinamente nossos; dormir bem; recarregar energias com relações de troca afetiva; exercitar o acolhimento do outro; se colocar limites; dizer “Não” e realizar trocas no mundo real.

“Na perspectiva psicológica, o ato de quebrar um prato pode ser uma metáfora para o fim de uma fase, a ruptura com uma identidade antiga ou a saída de uma situação insustentável”.

É fazer ajustes contínuos, ter autoconsciência para que uma área não interfira a ponto de prejudicar a outra, trazendo impactos negativos e desequilíbrio. E a Psicoterapia será ferramenta imprescindível para identificar se estamos focando excessivamente em “pratos superficiais deixando que os mais importantes caiam”.

Cuidemos dos nossos “pratos”.

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Lílian Gomes
Atuo como psicóloga em Ponta Grossa desde 2011, mas minha dedicação às ciências humanas e sociais vem de longe. Fui professora durante 30 anos, dando aulas do Ensino Médio ao Mestrado.

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