Páscoa, seus símbolos e emoções

            A Páscoa nos remete a reflexões e surgiu da palavra hebraica pessach (passagem), que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação.

            De todos os símbolos, o ovo de Páscoa é o mais esperado pelas crianças. Temos também o cordeiro, o círio pascal, o girassol, pão e vinho, a colomba, o sino, a quaresma, os santos óleos. Tudo isso demarca a necessidade do ser humano em simbolizar e demonstrar nas mais diferentes linguagens, seus sentimentos e estados emocionais.

            Temos uma pequena trégua no turbulento momento de nossa realidade nacional. Famílias reunidas, confraternizações, troca de chocolates, almoços regados a bons vinhos, enfim, uma passagem.

            Amanhã é outro dia.

            E com ele, a luta diária para superar os desafios e os sentimentos que nos acompanham. O dia a dia é desafiador: a busca pela garantia da mínima qualidade de vida, de produção, de convivência, da sobrevivência nesse mundo caótico. Para uns, um mundo pleno de possibilidade apesar do caos, vendo na crise possibilidades. Para outros, o desânimo, a desesperança.

            A mente humana é o arcabouço de muitas maravilhas, capaz de fazer as mais inesperadas conexões para estabelecer o bem-estar e a felicidade, mas também pode ser locus das mais perversas patologias. Na psicologia encontramos a possibilidade de transitar por essas mais diferentes e complexas situações e, portanto, transformar o que nos incomoda em um processo de passagem para um estado emocional mais tranquilo e de melhor qualidade de vida.

O importante é saber lidar com nossas emoções.

            Perceber o significado dos acontecimentos. Por onde passa, o que sentimos? A emoção pode ser um agente estimulador de nossas ações e percebê-las nos fazem entender porque diante do mesmo acontecimento as pessoas agem de formas diferentes.

            As emoções são inevitáveis e cabe a cada um percebê-las e tomar consciência de como as enfrentam. Também poderão ser educadas, começando pelas mais simples e equilibrando-se.

  • Identifique o que lhe perturba;
  • Analise as causas;
  • Priorize;
  • Sinta-se livre;
  • Faça o autocontrole;
  • Adquira autoconfiança.



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Lílian Gomes
Atuo como psicóloga em Ponta Grossa desde 2011, mas minha dedicação às ciências humanas e sociais vem de longe. Fui professora durante 30 anos, dando aulas do Ensino Médio ao Mestrado.

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