Pensando na vida

Perdas acontecem todos os dias. Algumas nos marcam mais por fazerem parte do nosso universo, independentemente da proximidade da relação.  Quando alguém famoso ou conhecido nos deixa, mesmo que não envolva o fator da convivência, sentimos como se tivéssemos perdido um parente ou familiar.

Nesse sentido, o que causa em nós?

Nos deparamos com a nossa própria finitude.

Sabemos que nada é eterno, tudo é efêmero, mas o apego à vida e o que dela fazemos, é que dá sentido à nossa existência.

Elizabeth Kubler-Ross, em seu livro “Morte e o Morrer”, nos aponta que esse tema requer muita seriedade, ética e respeito diante dos valores pessoais, familiares e culturais. “O indivíduo se projeta diante da vida no antes e depois, por conseguinte na angústia de seu sofrimento”.

Sabemos que o ciclo da vida é composto pelo nascimento, crescimento, reprodução e morte.

“Esses eventos são naturais e próprios para a construção da vida humana”.

“A necessidade humana de se explicar, de saber sua origem e de tentar desvendar qual será o seu destino após a morte, faz com que seja buscado e teorizado sem nenhum parâmetro de aceitação em contradições a tais princípios e buscas”. (CAMOM, 2008, p.04) In Ross.

As pessoas passam, segundo Ross, por alguns estágios: “negação e isolamento, raiva, barganha e aceitação”. Tudo isso, variando de pessoa a pessoa e respeitando seus devidos tempos.

“Muitas exortações existem no sentido de que a vida deve ser vivida em plenitude todos os dias. Há quem viva no passado, há quem viva para o futuro”, esquecendo que o momento mais importante é o presente.

Esse assunto é ainda tabu em nossa sociedade, permeado de receios. A pesquisa e a discussão poderiam fazer parte até dos currículos escolares, para que houvesse um maior preparo para o enfrentamento dessa humanidade.

“Finitude significa fim, condição que fatalmente a humanidade encaminha-se. Notadamente não se cogita para o fim, fim esse que está pautado numa ideia de pensar como significa para quem ainda que viva, um dia vá morrer”.

Portanto, viver é uma dádiva.

E o hoje é o melhor e mais feliz dia de nossas existências.

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Lílian Gomes
Atuo como psicóloga em Ponta Grossa desde 2011, mas minha dedicação às ciências humanas e sociais vem de longe. Fui professora durante 30 anos, dando aulas do Ensino Médio ao Mestrado.

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