Estudar essa ciência deve ser tarefa constante e assídua.
Compreender o comportamento humano e seus processos mentais (razões, sentimentos, pensamentos, atitudes) nos proporcionam a dinâmica da vida e dão sentido a ela.
Corpo e mente são objetos desse estudo e devem ser avaliados, interpretados e analisados de forma integrada.
Atualmente, estamos vivenciando muitos fatores estressantes, como a corrupção, a polarização política, a falta de investimento em saneamento básico, em saúde, em educação, entre outros pilares básicos para uma existência digna. Uma constatação apenas para justificar o nosso olhar para o mundo em que estamos vivendo.
Em nossa prática em psicologia, angústias são constantes e os fatores acima elencados, se fazem presentes.
Já abordei as angústias existenciais dos relacionamentos, mas hoje me reporto aos dilemas da sociedade, o que não anula nem obscurece os dilemas existenciais individuais, pois sabemos que é na relação com o outro e com o ambiente, que “nos fazemos”. Fazer esse, historicamente determinado por fatores biopsicossociais e espirituais das nossas relações.
O homem é “fadado à felicidade”, pilar da dignidade da pessoa, mas em que mundo poderá encontrar isso? Nosso mundo interior é a medida dessa felicidade. Temores, angústias, lutas, derrotas, sucessos, tristezas, são facetas e circunstâncias do “real” e com isso levamos uma existência inteira a conviver.
Importante se faz perceber-se, compreender-se, motivar-se, desenvolver-se, para poder entender, compreender e incentivar o outro.
Não se conformar com o status quo em que estamos inseridos, participar, nos indignarmos mais com o panorama social em que estamos vivendo e, mais do que isso, transformar nossa indignação em ações concretas.