Venho abordando por meio desse blog diferentes temas e muitas vezes situações de nosso ou melhor, do meu próprio cotidiano, bem como da minha prática profissional.
Noto a dificuldade dos pais em lidar com seus filhos no que diz respeito a limites, combinados, responsabilidades e papeis. As queixas cotidianas, são “não sei mais o que fazer com meu filho(a), eles não me obedecem, são desorganizados, não lembram de suas obrigações: tudo tenho que falar”.
Muitos pais chegam estressados em casa, depois de um dia de trabalho exaustivo e seus filhos os convocam para brincar. O brincar é o “trabalho” da criança, além das suas atividades de estudo. Hoje, em muitas famílias também as crianças queixam-se de estarem sobrecarregadas de compromissos: natação, judô, xadrez, línguas, etc. Isso tudo muito importante, quando devidamente dosado.
Pais têm que participar.
Criança necessita atenção, encontrar um ambiente afetivo, estável e seguro. Propiciar momentos do brincar, do faz de conta, do contar histórias, dos jogos educativos, aproxima pais e filhos numa relação afetiva saudável, propiciando o equilíbrio emocional da criança.
Muitos pais se preocupam com as peraltices e inquietudes de seus filhos. Isso faz parte da fase dos 3 aos 8 anos. Como distinguir se é próprio da idade da meninice ou hiperatividade? Na criança, muitas vezes sobra energia.
“Grande parte das crianças que são medicadas e diagnosticadas com hiperatividade são saudáveis”, aponta a psicóloga infantil Priscila Badotti.
Conforme a psicóloga acima referida, “o problema está na falta de paciência dos adultos com as crianças”.
Eu acrescento, que os adultos têm que estabelecer combinados, limites, horários e momentos para estudar, brincar e dormir.
Reconhecer se é hiperatividade ou meninice, é prestar atenção se as crianças, mesmo depois de um dia pleno de atividades, dormem bem, como vai a concentração, se estudam e retém os conhecimentos, se não são dispersos e se são sociáveis.
A hiperatividade é um transtorno neurológico e nem toda criança ativa, curiosa, impaciente, deve a priori ser diagnosticada como tal.
Bom senso, presença, afeto, são requisitos indispensáveis no controle comportamental de nossas crianças. Pais são educadores.