Relacionamentos

No dia a dia do consultório, encontro muitas queixas acerca dos relacionamentos. Sejam eles interpessoais, de trabalho, de amizades, conjugais. E, percebo que, muitas vezes, são prejudicados devido a “ruídos na comunicação”. Já sabemos que “a qualidade das nossas conversas está interligada à qualidade das nossas relações e, consequentemente, impactam na nossa qualidade de vida”. Nem sempre temos o cuidado de perceber como nos expressamos e/ou ouvimos o que o “outro” está transmitindo. Também, não pausamos… Existe um espaço entre o que ouvimos e o que respondemos. Porém, nem sempre respeitamos e acionamos o nosso “modo de ataque” e não utilizamos o nosso “modo de observação. Importante estabelecer algumas atitudes que possam melhorar a nossa comunicação: – aprender a pausar; – diferenciar fato de julgamento; -externar emoções; -adotar uma comunicação não violenta; – demonstrar maturidade emocional. “A Psicologia diz que alguns relacionamentos mudam não por escolha, mas porque as pessoas evoluem em ritmos diferentes. Relacionamentos passam por transformações constantes, e muitas vezes essas mudanças não acontecem por escolha consciente, mas pelo simples fato de que as pessoas evoluem em ritmos diferentes”. Relacionamentos saudáveis não significam ausência de conflitos, mas sim a presença de um diálogo honesto, onde ambas as partes se sintam seguras para expressar sentimentos, pensamentos e necessidades sem medo de julgamentos ou retaliações. “Reconhecer os sinais de um relacionamento saudável (ou não) pode ser um desafio. Muitas vezes, padrões nocivos são aprendidos ao longo da vida e se repetem de forma inconsciente”. A Psicoterapia se constituí num espaço importante para avaliar, elaborar e entender as nossas relações sem autossabotagem e desenvolver formas mais saudáveis de se conectar consigo mesmo e com os outros. Relacionamentos saudáveis, respeitam as diferenças, solidificam vínculos, estabelecem crescimento promovendo saúde mental.

Dia das Mães e seu significado

Essa data é comemorada mundialmente. Cada cultura a sua maneira. A certeza que temos é que o significado é o mesmo, demonstrar amor a quem nos deu a vida. Há diversas teorias sobre como teria surgido o Dia das Mães, que inclusive variam de país para país. O importante é compreender que a data tem uma única função, que essa pessoa estará sempre ao nosso lado, incondicionalmente. Neste dia, quantas lembranças, quanta gratidão e quanto amor! Também é um dia para celebrar e agradecer a todas as mães, as que ainda estão entre nós e as que já partiram. Em alguns países, a data é móvel, depende do ano, e às vezes é comemorado em outras datas, que vão desde março até dezembro. Dar sentido à vida e com esse encaminharmos nosso dia a dia, vamos significando nossa existência. Ouvirmos suas histórias que perpassam as nossas próprias histórias é dar significado a nossa vida. Uma vez perguntaram a um sábio, “o que é uma mãe?”, e ele respondeu: “é uma fonte doadora de vida, guarda um segredo de renovação e tal qual a natureza, renova-se a cada dia, ressurge mais perfeita, mais bela, mais maternal”. E, sabemos que somos humanos, imperfeitos, incompletos, num constante aprendizado. As mães muitas vezes são muito exigidas, são modelos, espelhos. Temos que compreendê-las em suas fraquezas, indecisões, em seus diferentes papéis. Gandhi dizia “que a verdadeira educação consiste em pôr a descoberto o melhor de uma pessoa”. Para isso é necessário a arte de educar, uma das mais belas, mas difíceis tarefas, que muitas vezes recaem somente às mães. Atualmente, já percebemos uma nova realidade, em que os papéis da educação e do cuidado com os filhos, estão sendo compartilhados. Uma criança poderá crescer saudavelmente em um lar só de mães ou de pais. Segundo o IBGE (2014), pouco mais de 881 mil unidades domésticas são protagonizadas pelo pai, que depois da separação, possuem a guarda no Brasil. Diante dessa nova realidade, o principal é compreender que uma criança pode crescer saudável em tal circunstância. Vemos pais exercendo o papel de cuidadores com muito sucesso, tendo filhos afetivos, com limites, integrados. “Prestar atenção ao que o filho gosta de fazer, acompanhar seu desempenho escolar, sua alimentação e o mais importante, realizar tarefas ao lado da criança, sejam elas de lazer ou educação e responsabilidade”, alerta o psicólogo Alexandre Bez Alexandre, da Universidade de Miami. A mãe representa pontos significativos na formação do ser humano. É a partir dos conceitos passados por ela que se desenvolverão habilidades nos filhos, quanto ao trato social, familiar, psicológico e até mesmo ambiental. (In Amigos do Freud-blogspot.com.br) Portanto, feliz Dia das Mães e dos “Pães”. E que possamos nessa dialética criar seres mais participativos, integrados e felizes.

Fases da vida

Após ler uma frase do Pe. Fábio de Melo que nos diz que “a vida só tem sentido quando a gente aprende a recomeçar todos os dias como se fosse o primeiro”, alguns questionamentos me vieram à mente. Penso que aqui cabe o primeiro e nos perguntarmos: quem lembra de seu primeiro dia de vida? Sabemos de nossas vidas pelas histórias orais, pelos relatos de nossos familiares, dos nossos pais e/ou cuidadores. Pelos estudos da psicologia, sabemos que todos ao nascer, atravessamos por diversas fases e que “a vida humana vai do nascimento até a morte e entre estas duas situações, encontram-se as fases do desenvolvimento, o viver e o envelhecer”. As principais etapas da vida humana passam pela infância, adolescência, fase adulta e velhice. Entre essas, as transições, da puberdade e da juventude. Há estudos que se concentram no esforço de compreender o homem em seus mais diversos aspectos até o maior grau de maturidade e estabilidade. Aqui faço um segundo questionamento: o ser humano não é um eterno questionador? Teoria de Piaget e a Terceira Visão Na teoria de Piaget temos o aparecimento de uma via, chamada de “terceira visão”, representada pela linha interacionista que aponta para a possibilidade de comunicação entre as teorias do materialismo mecanicista e o idealismo e tem como objetivo “compreender o homem como sujeito que se constitui enquanto sujeito cognitivo, elaborador de conhecimentos válidos”. E esses conhecimentos vão se fazendo ao longo do nosso viver e pelos momentos históricos que vivenciamos. “O campo do desenvolvimento humano concentra-se no estudo científico dos processos sistemáticos de mudança e estabilidade que ocorrem nas pessoas” (Papalia, 2012, p.36). Temos que levar em conta os diferentes ciclos da nossa vida, tanto nos aspectos biológicos, como cognitivos e psicossociais. Autores como o professor e psicólogo Felipe de Souza, In www.psicologiamsn.com, nos apresentam, 8 fases ou períodos necessários para o desenvolvimento humano: período pré-natal, primeira infância, segunda infância, terceira infância, adolescência, início da idade adulta, vida adulta intermediária, vida adulta tardia ou velhice. Importante se faz recomeçar. Talvez não como o primeiro dia, mas também como se fosse o último, pois sabemos da finitude do ser, embora a todo momento caiba o estabelecimento de novas metas, novos objetivos e dar novos rumos e novos sentidos para nossas vidas.

Páscoa, seus símbolos e emoções

            A Páscoa nos remete a reflexões e surgiu da palavra hebraica pessach (passagem), que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação.             De todos os símbolos, o ovo de Páscoa é o mais esperado pelas crianças. Temos também o cordeiro, o círio pascal, o girassol, pão e vinho, a colomba, o sino, a quaresma, os santos óleos. Tudo isso demarca a necessidade do ser humano em simbolizar e demonstrar nas mais diferentes linguagens, seus sentimentos e estados emocionais.             Temos uma pequena trégua no turbulento momento de nossa realidade nacional. Famílias reunidas, confraternizações, troca de chocolates, almoços regados a bons vinhos, enfim, uma passagem.             Amanhã é outro dia.             E com ele, a luta diária para superar os desafios e os sentimentos que nos acompanham. O dia a dia é desafiador: a busca pela garantia da mínima qualidade de vida, de produção, de convivência, da sobrevivência nesse mundo caótico. Para uns, um mundo pleno de possibilidade apesar do caos, vendo na crise possibilidades. Para outros, o desânimo, a desesperança.             A mente humana é o arcabouço de muitas maravilhas, capaz de fazer as mais inesperadas conexões para estabelecer o bem-estar e a felicidade, mas também pode ser locus das mais perversas patologias. Na psicologia encontramos a possibilidade de transitar por essas mais diferentes e complexas situações e, portanto, transformar o que nos incomoda em um processo de passagem para um estado emocional mais tranquilo e de melhor qualidade de vida. O importante é saber lidar com nossas emoções.             Perceber o significado dos acontecimentos. Por onde passa, o que sentimos? A emoção pode ser um agente estimulador de nossas ações e percebê-las nos fazem entender porque diante do mesmo acontecimento as pessoas agem de formas diferentes.             As emoções são inevitáveis e cabe a cada um percebê-las e tomar consciência de como as enfrentam. Também poderão ser educadas, começando pelas mais simples e equilibrando-se.

Crenças

Na Terapia Cognitivo Comportamental, temos como base as Crenças. Essas, muitas vezes determinantes e limitantes, influenciam diretamente o nosso dia a dia, nas tomadas de decisão e nos ciclos mentais repetitivos. “Formadas desde a infância, estas “lentes” interpretativas podem ser positivas ou disfuncionais (negativas), influenciando diretamente a reatividade a situações”.  Quando pensamos: “os outros conseguem, eu não”; “eu sempre estrago tudo”; “sou incapaz”, “sou vulnerável”, “sou fraco”; “não sou amável”, “sou indesejável”; “serei rejeitado”, “sou mau”; “sou inútil”, “não mereço viver”. Importante se faz, perceber e olhar essas afirmações “relativizando” no sentido de avaliar com mais clareza, revisando o contexto e se a nossa própria história comprova apenas derrotas. Quando afirmamos “sempre”, significa “todas as vezes, sem exceção” e fechamos a possibilidade de perceber que conscientemente podemos fazer diferente e alcançar o que desejamos.   Observar as crenças limitantes é uma oportunidade de superá-las e não reforçá-las. Quando pensamos “que os outros conseguem, eu não”, afirmamos que somos incapazes. E aí cabe questionar: o quê conseguem, quais as circunstâncias, estou vendo só o externo? Comparar é perigoso, porque às vezes “comparamos resultados em diferentes contextos e visões de mundo”. “Se alguém consegue, não prova automaticamente que há algo errado conosco”. Avaliar concretamente, com base na realidade de cada um pode nos mostrar que também conseguiremos fazendo outros caminhos e escolhas. “A Terapia Cognitiva Comportamental, consegue ter ferramentas suficientes para colaborar com a mudança do sistema de crenças distorcidas do paciente, para assim, permitir que o sujeito que sofre com a visão irreal de si, dos outros e do mundo consiga fazer uma restruturação cognitiva e essa percepção traz a possibilidade de realizar as mudanças necessárias a partir da realidade”. Portanto, mais consciente, leve e adaptativa.

Pensando na vida

Perdas acontecem todos os dias. Algumas nos marcam mais por fazerem parte do nosso universo, independentemente da proximidade da relação.  Quando alguém famoso ou conhecido nos deixa, mesmo que não envolva o fator da convivência, sentimos como se tivéssemos perdido um parente ou familiar. Nesse sentido, o que causa em nós? Nos deparamos com a nossa própria finitude. Sabemos que nada é eterno, tudo é efêmero, mas o apego à vida e o que dela fazemos, é que dá sentido à nossa existência. Elizabeth Kubler-Ross, em seu livro “Morte e o Morrer”, nos aponta que esse tema requer muita seriedade, ética e respeito diante dos valores pessoais, familiares e culturais. “O indivíduo se projeta diante da vida no antes e depois, por conseguinte na angústia de seu sofrimento”. Sabemos que o ciclo da vida é composto pelo nascimento, crescimento, reprodução e morte. “Esses eventos são naturais e próprios para a construção da vida humana”. “A necessidade humana de se explicar, de saber sua origem e de tentar desvendar qual será o seu destino após a morte, faz com que seja buscado e teorizado sem nenhum parâmetro de aceitação em contradições a tais princípios e buscas”. (CAMOM, 2008, p.04) In Ross. As pessoas passam, segundo Ross, por alguns estágios: “negação e isolamento, raiva, barganha e aceitação”. Tudo isso, variando de pessoa a pessoa e respeitando seus devidos tempos. “Muitas exortações existem no sentido de que a vida deve ser vivida em plenitude todos os dias. Há quem viva no passado, há quem viva para o futuro”, esquecendo que o momento mais importante é o presente. Esse assunto é ainda tabu em nossa sociedade, permeado de receios. A pesquisa e a discussão poderiam fazer parte até dos currículos escolares, para que houvesse um maior preparo para o enfrentamento dessa humanidade. “Finitude significa fim, condição que fatalmente a humanidade encaminha-se. Notadamente não se cogita para o fim, fim esse que está pautado numa ideia de pensar como significa para quem ainda que viva, um dia vá morrer”. Portanto, viver é uma dádiva. E o hoje é o melhor e mais feliz dia de nossas existências.

A importância dos relacionamentos

O homem, ou seja, a humanidade se faz nas inter-relações, na troca. Iniciam na família, se prolongam na sociedade, se perpetuam no convívio. Algumas são perenes, outras ocasionais, mas ambas importantes para a formação do ser. O homem é um ser de relações. Seus relacionamentos guardam relação com a natureza, com outros homens e consigo mesmo. Na relação com a natureza, tiramos a nossa sobrevivência e com os outros, nas relações sociais, estabelecemos relações formativas de nosso carácter e da nossa personalidade. Segundo Freud, nossa personalidade está dividida em três grupos de forças.O Id: inconsciente, impulsos, princípio do prazer. O Ego: consciente, “eu”, equilíbrio entre os impulsos do Id as ordens do superego. Funções básicas: percepção, memória, sentimentos e pensamentos. O Superego: internalização da proibição, dos limites e da autoridade. Nesse sentido, se faz necessário perceber que toda a diferença entre as pessoas tem uma base comum em sua formação de personalidade, ou seja, devemos levar em conta os aspectos acima abordados, segundo o que Freud nos aponta e avaliar como cada um de nós se coloca e se mostra para o outro por meio do seu relacionar-se. O termo sociedade vem do latim societas que quer dizer “associação amistosa com os outros”. Isso nos propicia a oportunidade de perceber o quanto estamos organizados em grupos com outros indivíduos que fazem parte de um mesmo contexto. Nem sempre paramos para nos questionarmos o quanto é importante o relacionamento para a nossa vida e para a sociedade em que estamos inseridos. Também nos deparamos com uma sociedade cada vez mais isolada pelo mundo virtual. Apesar de tanto avanço, não propicia a subjetividade, pois é fria e intermediada pela tecnologia. O importante é o calor humano, o toque, a troca de olhares, de sermos ouvidos. Muitas vezes, também, nem sempre compreendemos o que o outro quis realmente dizer. “Na comunicação neuro-linguística, se avaliam os aspectos visuais, auditivos e cinestésicos”. Por isso, importante olhar o outro, ouví-lo e compreendê-lo. Reunir-se com familiares e amigos, resgatar amizades do tempo do colégio, da turma do futebol, do clube social, da vizinhança se faz necessário em nosso momento atual. Relembrar a infância, as brincadeiras, os bailes, as pequenas peripécias, as histórias familiares, são momentos saudáveis para a formação de sujeitos mais humanos e, porque não, mais felizes. Não podemos perder, por falta de comunicação, as oportunidades do sentir, da troca do olhar, do calor humano. E fazer de nossa sociedade um espaço mais humanizado e justo. 

Abordando a psicossomática

O termo psicossomático deriva-se de duas palavras gregas: psique (alma) e soma (corpo). A doença psicossomática é aquela que não é exclusivamente biológica, mas que tem origem de fundo emocional, na psique, na alma.  Nem sempre poderemos afirmar com precisão o que é da psique. Porém, sabemos da forte influência que a mesma exerce em nosso corpo, e isso inclui “tudo o que não conseguimos localizar no corpo de uma maneira específica: nossas emoções, sentimentos, pensamentos”.  São também denominadas somatização as doenças psicológicas que provocam doenças físicas, por exemplo, uma situação de contrariedade pode gerar estresse, problemas digestivos, dor de cabeça. É uma reação do organismo a um estímulo aversivo.  Causas e consequências das doenças psicossomáticas. Não podemos afirmar que as doenças psicossomáticas tenham como origem uma determinada causa. Poderão ser as mais diversas e variar de pessoa a pessoa. Alguns autores demonstram que quem desenvolve tumores, por exemplo, em certas regiões do corpo, como garganta ou tireoide, são pessoas que alimentaram mágoas, acumularam reações que não externaram, embora não seja comprovado cientificamente.  Podem se manifestar em forma de estresse, suor excessivo, tremores, reações intempestivas sob a forma de raiva, choro, dores musculares, úlceras, dores no peito, boca seca, dor nas costas, respiração ofegante, psoríase (uma enfermidade na pele), hipertensão e até formação de tumores cancerígenos.  Muitas vezes, por sobrecarga na atividade nervosa do cérebro e pelo aumento da produção de adrenalina durante períodos de ansiedade ou outros tipos de crises psicológicas, como ameaças, medos, fobias, depressão.   É necessário identificar o que pode ter causado o problema, pois apenas a medicação não resolverá, já que o “fator que desencadeou a doença psicossomática continuará acontecendo”. Isso se dá à ação do hipotálamo, que é uma glândula que produz hormônios que controlam funções orgânicas, que quando alteradas pelas emoções e sentimentos, acarretam doenças orgânicas.  Geralmente por meio de medicação específica ao que se manifestou fisicamente, como analgésicos, antiácidos, antidepressivos, por exemplo, em conjunto com a indicação de psicoterapia que poderão auxiliar no alívio dos sintomas psicossomáticos e estabelecer estratégias que “permitam reconhecer as alterações psicológicas e o que as causaram”.  Poderemos detectar uma doença Psicossomática quando um conflito emocional pode se transformar numa doença ou sintoma. É o caso de problemas de estômago ou dores de cabeça que resultam de ansiedade. Há também, o aparecimento de queda de cabelos. Na antiguidade, o adoecimento era tido como manifestações de forças sobrenaturais e a cura passava por rituais religiosos. Na literatura médica, encontramos muitos relatos. Evoluímos. Hoje, outras visões e estudos foram dando conta da necessidade de um equilíbrio e também reconhecer a necessidade de se tratar a alma. Também podemos detectar por sinais de perda do desejo sexual, baixa autoestima. Para o tratamento das doenças psicossomáticas, se faz importante o tratamento médico e psicológico. Um dos caminhos para a cura das doenças psicossomáticas, começa pelo autoconhecimento. Alguns autores, colocam que não há cura para tal enfermidade. Jung, coloca que “as doenças e seus sintomas devem ser tratados por profissionais, mas não podemos nos esquecer da capacidade de cura que há dentro de cada um de nós”. E complementa: ” O homem é capaz de atingir sua totalidade, isto é, de auto curar-se”. Geralmente, a terapia é associada a mudança de hábitos que deverão ser adotados pela vida toda e afastar-se dos estímulos aversivos, além de mudar posturas com relação ao que possa dar causa às problemáticas.  Segundo Jung, para nos recuperarmos, é necessário tomar consciência de alguns mecanismos preventivos às doenças psicossomáticas: – simplificar a vida; – não nos deixarmos atingir tão fortemente pelas adversidades; – evitar reprimir sentimentos; – aceitar a possibilidade de recuperação e que isso requer um certo tempo; – conversar francamente com seu médico; – fazer psicoterapia; – ser flexível; – desenvolver a espiritualidade; – perdoar e perdoar-se; – gostar de si mesmo; – identificar a causa da doença psicossomática; – e como Jung, ainda orienta: “o melhor remédio ainda é carinho, afeto e amor”.