Creio que abordar sobre elas já esteja sendo tema recorrente por aqui. Porém, não tem como dissociar da nossa prática clínica, as mais diversas problemáticas que vêm se apresentando. Quase toda a semana, me deparo com vivências de queixas de falta de atenção, de dispersão, de comportamento opositor desafiador.
Como manejar essas situações? Percebo pais “perdidos” sem rumo, sem alternativas e inseguros. Globalmente, o índice de depressão em crianças de 6 a 12 anos subiu de 4,5% para 8% na última década. Também, estresse e ansiedade, tédio, dificuldade de autorregulação.
Importante estarmos alertas para as mudanças de humor, para sinais de irritabilidade constante, choro fácil, isolamento, dores súbitas, alteração do sono, falta de concentração e perda de interesse nos estudos.
Muitas vezes esses sinais passam desapercebidos pela família no decorrer do dia a dia, pois as convocatórias às vezes nos afastam da atenção necessária e quando percebemos, já podem ter consequencias mais graves.
Uma delas é quando a criança, não sabendo nomear, acaba fazendo transtorno de escoriação, “Dermatotilexia”, quando tiram a pele das mãos sem perceber e esse comportamento atua como um mecanismo de alívio de tensão emocional. Também é um “sinal de alerta”!
Importante acompanhar e buscar tratamento para entender as causas desse comportamento. Observar o ambiente, as relações familiares, os afetos e as presenças e/ou ausências. Não raro, se percebe que as carências são grandes. Falta de acompanhamento familiar, terceirização de atendimento, perda de lugar, por exemplo quando outro irmãozinho(a) nasce.
Dar apoio sem punição e até concretizar com brincadeiras quando perceber que a criança está ficando ansiosa, dando massinha de modelar, plástico bolha, texturas variadas que poderão deslocar a atenção para outro foco.
E sobretudo, muito afeto e presença.