Creio que ao longo das minhas publicações, já tenha abordado acerca da relação acima colocada, porém constantemente venho me deparando com situações aflitivas em relação à educação e à formação que tal relação desencadeia. “Os avós NÃO devem interferir na educação dos netos. A responsabilidade pela educação de uma criança é dos pais, e não dos avós” nos diz Cris Polli. Aponta também que os avós não podem desautorizar os pais na frente dos netos, em hipótese nenhuma.
Muitos pais estão terceirizando a educação de seus filhos. A vida hoje nos convoca muito ao trabalho, às atividades colaborativas com as finanças e o papel dos pais está ficando enfraquecido. Alguns pais nem mesmo conhecem o desenvolvimento escolar de seus filhos, suas inquietações acerca da vida, quem são seus amigos, os sites e redes sociais que acessa ou aos vídeos que assiste.
Em algumas situações, a criança solicita, faz “manha” por um “doce” e os avós dizem: “deixa, assim ele para de chorar”. Não deve, pois quem tem a autoridade sobre os filhos são os pais e essa deve ser feita pelos mesmos, de forma firme e responsável. Não podemos abrir mão dessa autoridade, para que seus filhos se constituam em seres seguros, desenvolverem sua personalidade, passarem as fases de desenvolvimento de forma a se “constituírem como sujeitos” integrais, sem ambivalência, inseguranças, etc.
A criança reconhece pais que tenham autoridade.
Isso não significa ser arrogante, soberbo, que impõem a autoridade pela força, aquele que bate, que põem de castigo, mas sim aquele que conquista pela autoridade e que a criança pode resistir e perceber que a sua autoridade é segura, porque o que os pais disserem será uma autoridade com convicção e com legitimidade.
Um Não precisa representar um Não verdadeiro, um Sim é um Sim, um Depois é Depois, o Agora é o Agora.
“A autoridade é conquistada com atitudes firmes e não desautorizadas”. (Cris Polli)
Importante manter a ordem dada. A criança não tem dificuldade em obedecer quando os pais exercem a autoridade com convicção. Ela aprenderá a obedecer quando os pais são seguros, não berram, não são agressivos e demonstram segurança na ordem dada e não mudam, senão sua decisão e autoridade fica comprometida.
O papel dos avós.
O papel dos avós é de não desautorizar esses pais, porque as crianças muitas vezes querem impor seus desejos. Amor e autoridade não se excluem, devem caminhar juntos para que tenhamos adultos seguros e responsáveis.