Outubro Rosa 2026

Nesse mês estamos comemorando o Outubro Rosa.

Muitas vezes me questiono, por que temos que ter datas especificamente demarcadas, pois voltar-se para relembrar nossas obrigações com a saúde, o afeto a certas pessoas, à prevenção de doenças, etc, deveriam ser objeto de nossa atenção constantemente.

Porém, como ainda não temos essa cultura, importante se faz, tais lembretes. Outubro Rosa é comemorado no mundo todo. É um trabalho a favor das mulheres, pois o Câncer de Mama é o mais comum no sexo feminino, respondendo por 22% dos novos casos a cada ano.

“Só em 2025, foram 21.668 mortes causadas pelo câncer de mama no Brasil”. (INCA)

Importante o diagnóstico rápido para propiciar a cura, pois esse tipo de enfermidade, se detectado precocemente, pode ser curado.

Estudos avaliam o impacto psicológico que o câncer de mama provoca nas mulheres, desde a sua descoberta. Uma avaliação psicológica se faz necessária, para perceber de que forma a mulher está encarando sua enfermidade. Muitas recebem tal diagnóstico, como uma sentença de morte, outras são mais resilientes e enfrentam com coragem e determinação.

Pelo conhecimento e a compreensão dos processos psíquicos por que passam as mulheres com câncer de mama durante as fases do tratamento, torna-se possível entender a dinâmica psíquica: os medos, as angústias e o imaginário que serão fatores de interferência ao enfrentamento e às respostas ao tratamento.

Nesse sentido, importante se faz, uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, psicólogos e que esses proporcionem todo o esclarecimento acerca da enfermidade, bem como ajam com acolhimento e humanização.

Dar suporte psicológico à paciente é tão importante quanto a medicação, coloca a psicóloga Kethe de Oliveira, uma das convidadas para o Outubro Rosa SC/2016. Diz ela: “O que percebo nas mulheres é a presença, em algumas, da baixa estima, a preocupação da imagem corporal”. Indica também, a possibilidade de se trabalhar com o foco da cura, quando existe essa chance e que também há a alternatina de uma reconstrução mamária.

Para nós mulheres, a mama está intimamente interligada à nossa própria identidade. Isso reflete diretamente à nossa questão da feminilidade, de ser mulher. Muitas dúvidas passam pela mente: como poderei ser mãe? Como eu sou uma mulher se estou mutilada e não poderei gerar filhos?

Diz Kethe, que no hospital onde trabalha, escuta a demanda da paciente, trabalha a questão da autoestima e faz os encaminhamentos devidos. Coloca também, que o maior medo é o da morte.

O apoio familiar também é muito importante.

Criar o suporte com base na presença, no amor, no afeto, no companheirismo, pois o fator emocional pode influenciar tanto positiva como negativamente. Muitas vezes ocorre desmotivação, depressão pela falta de desejo do enfrentamento da doença.

Sabemos, não é só com o câncer de mama que a depressão pode se alojar, pois em todos os processos de enfermidades, o fator emocional está diretamente ligado.

Realizar o suporte psicoterapêutico é fator imprescindível para o entendimento do que está lhe acontecendo e que também venha a colocar para fora suas angústias e preocupações. Portanto, que o Outubro Rosa atinja seus objetivos, principalmente no que se refere à prevenção dessa enfermidade, que define o destino não só das mulheres, mas dos homens também.

Post anterior
Próximo post
Avatar photo
Lílian Gomes
Atuo como psicóloga em Ponta Grossa desde 2011, mas minha dedicação às ciências humanas e sociais vem de longe. Fui professora durante 30 anos, dando aulas do Ensino Médio ao Mestrado.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posts Relacionados

O papel dos pais e avós na educação

Creio que ao longo das minhas publicações, já tenha abordado acerca da relação acima colocada,...

Aos mestres, com carinho

Há algum tempo, me reportei ao Dia do Professor com o acima colocado, completando com...

Ludopatia

Com a proibição das bets no Brasil, importante se faz entender a importância de avaliar...

Entre em contato com a Dra. Lílian.

Entrar em contato